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Quatro Erros a Serem Evitados na Redução dos Custos de Manutenção

Você está ciente de que a eficácia e rentabilidade da sua organização dependem crucialmente da gestão dos seus ativos? A chave para garantir o funcionamento ideal e a disponibilidade constante desses recursos está num programa de manutenção bem elaborado, como você bem deve saber. No entanto, quando saímos do plano das intenções, a realidade com que nossos consultores se deparam mostra uma realidade bem diferente.

Considere, por exemplo, as bombas industriais, componentes vitais do seu processo produtivo. Aperfeiçoar a manutenção não só assegura o desempenho destes equipamentos, como também reduz despesas com reparos e operações. Cuidado: investimentos desproporcionais em manutenção podem diminuir o lucro, enquanto negligências podem ocasionar paralisações dispendiosas.

Empresas globalmente enfrentam desafios semelhantes em termos de gastos com reposição de peças, mão de obra, energia e outros custos operacionais. E se eu lhe disser que existem armadilhas nesse contexto que podem ser habilmente evitadas? Erros que, se ignorados, podem transformar seus esforços de manutenção, especialmente em equipamentos críticos, como as bombas industriais, em verdadeiros ralos de recursos da empresa.

Certamente, você quer saber quais são essas armadilhas e como contorná-las. As respostas estão nas linhas que seguem abaixo. Elas irão revelar os quatro equívocos mais comuns em manutenção que muitos gestores cometem e como você pode preveni-los. 

1- Reduzindo ou Adiando Manutenções em Bombas Industriais: Um Risco Subestimado

Considere o papel crucial das bombas industriais, componentes-chave em vários processos produtivos, desde o refino de petróleo até o setor alimentício. Estes equipamentos exigem manutenções meticulosas para funcionar sem falhas. Pense, por exemplo, em uma bomba usada em uma refinaria ou em uma fábrica de bebidas. Mesmo uma pequena falha pode resultar em consequências severas.

Fabricantes de bombas fornecem diretrizes claras de manutenção preventiva, como lubrificação, troca de vedação, análise de vibração ou inspeções visuais. Embora possam parecer procedimentos rápidos, essas ações são fundamentais para prevenir falhas graves e garantir a eficiência operacional das bombas.

Contudo, algumas empresas, buscando reduzir custos imediatos, optam por uma abordagem reativa, intervindo apenas quando uma falha ocorre. A princípio, essa estratégia pode parecer uma economia, mas é uma visão míope. Com o tempo, as bombas não mantidas adequadamente começam a apresentar defeitos frequentes. Essa abordagem pode levar a paralisações indesejadas, aumento dos custos com peças de reposição e horas extras de técnicos.

Mas há um aspecto muitas vezes negligenciado: a responsabilidade individual. Como gestor ou responsável pela manutenção, é importante lembrar que suas decisões têm impacto direto na saúde financeira da empresa. Adiar a manutenção das bombas pode não apenas causar prejuízos significativos para a organização, mas também colocar sua credibilidade e carreira em risco. Em um cenário onde uma falha grave compromete uma bomba, levando a custos elevados de substituição, é possível que se questione a eficiência e a previsão da equipe de manutenção.

Portanto, enquanto busca maneiras de otimizar recursos, é crucial ponderar os riscos a longo prazo. Uma decisão de manutenção negligente hoje pode ter repercussões duradouras, tanto para a empresa quanto para a trajetória profissional de quem a toma.

2 – Os Riscos da Substituição de Peças OEM por Alternativas Genéricas em Equipamentos Industriais

Na tentativa de cortar custos em manutenção, algumas empresas optam por substituir peças OEM (Original Equipment Manufacturer) por alternativas genéricas mais baratas. Essa decisão, embora pareça economicamente viável no curto prazo, pode ter consequências graves, especialmente em equipamentos críticos como bombas industriais.

Por exemplo, considerando bombas diafragma, um componente crucial como o diafragma, quando original, pode oferecer uma eficiência de pulsação significativamente mais alta, algo em torno de 40% maior que as versões genéricas. Esta diferença não é apenas um detalhe técnico, mas tem impacto direto na performance e durabilidade do equipamento.

Os fabricantes de peças genéricas conseguem preços mais baixos frequentemente às custas da qualidade dos materiais, precisão na fabricação e rigor nos testes. Este comprometimento na qualidade pode levar a um desempenho insatisfatório e a uma vida útil reduzida das peças.

Portanto, ao se deparar com a escolha entre peças OEM e genéricas, é fundamental que as empresas considerem não só o custo inicial, mas também o impacto a longo prazo na eficiência, manutenção frequente e até na segurança dos equipamentos. Peças OEM podem representar um investimento maior no início, mas geralmente garantem maior confiabilidade e reduzem os custos operacionais a longo prazo.

3. Não Adotando Soluções Tecnológicas de Manutenção

Investir em tecnologias como Sistemas Informatizados de Gestão de Manutenção (CMMS) e manutenção preditiva é fundamental para garantir a eficiência das bombas industriais. Estas ferramentas fornecem informações precisas em tempo real sobre o estado dos equipamentos, mas muitas empresas ainda resistem à sua adoção.

Exemplos Práticos nas Bombas Industriais:

  • Bombas de Diafragma: Através de sensores, é possível monitorar a frequência de pulsação, pressão e fluxo, indicando o momento certo para manutenção preventiva ou substituição de componentes.
  • Bombas Centrífugas: A utilização de tecnologias pode ajudar a identificar aumento de vibrações e variações de temperatura, sugerindo desgastes em rolamentos ou problemas no eixo.
  • Bombas de Lóbulo: Com a ajuda de tecnologia, pode-se monitorar o desempenho e detectar sinais de desgaste nos lóbulos, prevenindo falhas inesperadas.
  • Bombas de Pistão: Através de sensores, é possível detectar variações na pressão ou no fluxo que podem indicar desgaste nos pistões ou nas vedações.

Ignorar as soluções tecnológicas pode economizar dinheiro no curto prazo, mas a longo prazo, aumenta os riscos de falhas inesperadas, interrupções na produção e custos de manutenção elevados.

4 – Reduzir a equipe de manutenção e as implicações nas bombas industriais

No contexto de bombas industriais, um departamento de manutenção eficiente é essencial. Frequentemente, esses departamentos contam com técnicos multifacetados que realizam diversas tarefas de manutenção em bombas diafragma, centrífugas, entre outras.

O Problema: Cortes na Equipe

Algumas empresas, na tentativa de cortar custos, optam por reduzir sua equipe de manutenção. Elas mantêm apenas alguns técnicos altamente qualificados. Embora pareça uma economia imediata, essa estratégia tem sérias consequências:

  • 1- Risco de Falhas: Com menos mãos para trabalhar, o risco de falhas nas bombas industriais aumenta. Os técnicos restantes têm menos tempo para inspeções e reparos preventivos.
  • 2 – Qualidade do Trabalho Afetada: A sobrecarga de trabalho compromete a precisão e a qualidade das tarefas de manutenção, essenciais para o funcionamento eficiente das bombas.
  • 3 – Atrasos na Produção: Em situações de emergência, com uma equipe reduzida, há um pico na demanda por reparos. Isso leva a um aumento no tempo médio para reparos (MTTR), resultando em mais atrasos na produção.

A Solução: Treinamento e Planejamento

Para evitar esses problemas, é fundamental manter uma equipe de manutenção adequadamente dimensionada. Além disso, é crucial investir no treinamento contínuo desses profissionais, especialmente treinamentos ministrados pelos fornecedores das bombas. Esse conhecimento especializado assegura que eles estejam sempre atualizados sobre as melhores práticas e inovações tecnológicas no campo das bombas industriais.

Conclusão

Os custos de manutenção não devem ser vistos apenas como despesas, mas como investimentos. Uma manutenção bem planejada e executada por profissionais capacitados é vital para garantir a operação eficiente das bombas industriais. Cortes a curto prazo no departamento de manutenção podem resultar em perdas substanciais e despesas adicionais a médio e longo prazo.

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